Morre o fotógrafo Akim, um ícone do jornalismo valeparaibano

Jose Akim dos Santos era casado com a pedagoga Ana Claudia Prado

Morre o fotógrafo Akim, um ícone do jornalismo valeparaibano
Acervo Pessoal

Ocimar Barbosa A imprensa de Pindamonhangaba e região perdeu nesta quinta-feira (20) uma de suas principais referências, o fotógrafo Akim.

O bom cearense, o homem de luta como todo bom e autêntico nordestino foi chamado para uma nova missão após cumprir com muito louvor sua passagem pelo plano terrestre. Ele parte um dia após a comemoração do Dia do Fotógrafo! Não seria uma homenagem do Universo?

Nunca deixou de ser menino do sertão. Às vezes falava com saudade da terra onde nasceu e até se esquecia dos tempos difíceis. Fui conhecer o Akim quando nos anos 90 atuava com uma coluna social no clube da A.A. Ferroviária, dirigida pelo jornalista João Paulo Ouverney. Akim era o diretor social e fazia os registros da domingueira dançante.

Mais tarde, tive o privilégio de conviver com o amigo e profissional nas fileiras do Agoravale. Ele chegou em 2005 e eu um ano depois. Cobrimos eleições, inaugurações de empresas, solenidades e sessões de Câmara. Viajávamos para Jogos Regionais e Abertos, dormindo nos alojamentos em colchões estendidos no chão. E são muitas histórias pra contar!

Jose Joaquim dos Santos era diferenciado, de uma simplicidade quase ingênua e divina. Ele nos deixa nesta quinta-feira (20) fria e chuvosa, um dia que não se parece em nada com o lugar quente e seco onde nasceu. Um dia que não lembra em nada a alegria de ser jornalista e estar em sintonia com a multidão.

Ficam as boas lembranças, as anedotas que eu contava para que ele se desmanchasse em riso. E eu só ficava esperando o momento em que ele diria: você é terrível, Cimá!

Akim era casado com a pedagoga Ana Claudia Prado, a quem externamos todo o nosso pesar e enviamos o pensamento para que Deus lhe dê o conforto necessário neste momento.

Vai lá, meu amigo, que um dia a gente se reencontra! As suas pautas agora serão angelicais.