Poucas e Boas: Bolsonaro vai meter o louco como fez Jânio Quadros há 60 anos?

A resenha política da cidade, da região e do Brasil

“Quero ir para o inferno, não para o céu. No inferno, gozarei da companhia de papas, reis e príncipes. No céu, só terei por companhia mendigos, monges, eremitas e apóstolos”.
Maquiavel

Primeira do ano
Enfim, primeira coluninha do ano de 2022 e ainda sobre efeito de remédios no combate a uma gripe chata, cheguei, chegando. Agora estou firmão de novo, igual boleto pago, mais elegante do que jegue de cigano. Daqui pra frente, vamos falar ainda mais sobre política! 

Rastilho de pólvora
E não empurra, que eu já vou! Recebemos aqui questionamento sobre supostos casos de Covid-19 na escola do SEDES “Anna dos Reis Signorini”, localizada na Avenida Amador Bueno da Veiga, no Jardim Jaraguá, em Taubaté. Já enviamos a questão para o conhecimento da Prefeitura de Taubaté e aguardamos um posicionamento.
 
Capitalismo ou comunismo?
Aliás, não duvidamos desse alastramento do número de casos. Temos informações em vários órgãos públicos da região, escolas, órgãos estaduais até mesmo como o Poupatempo de Pindamonhangaba. O problema é quando a ordem de cima diz: “abafem o caso e trabalhem como se a febre não existisse!” E aí eu pergunto: isso é capitalismo ou comunismo?

Os prós e contras
Não deu nem pra ver a inauguração da nova estátua do ‘João do Pulo’ na rotatória. Ou seja, entrei no novo ano já em clima de guerra. Pra variar, a internet fervilhou na batalha entre os prós e contra o prefeito Isael Domingues. Ele ficou de boa durante algum tempo para pessoas dentro da máquina pública que ainda sonham com antigos prefeitos. Mas agora, Isael mandou o recado, ou seja, é bom manos e minas se cuidarem. É isso mesmo que eu vi, produção?

Réplicas e tréplicas
Em Pindamonhangaba, Isael notou outra motivação para o ataque à homenagem à João do Pulo: o racismo. Na sua página nas redes sociais, o prefeito acelerou geral: “Precisamos vencer o racismo estrutural. Aprendi que não basta dizer que não é racista. O racismo está impregnado nos detalhes, nas entrelinhas da sociedade. Comentários inoportunos, comparações absurdas, zombadeiras descabidas, inclusive por hipocéfalo que trabalha em repartição pública. Se é a replica do João do Pulo? Jamais...”

Fogo amigo
O 'fogo amigo' sempre vai existir e principalmente na política isso não é novidade. Dentro da Prefeitura de Taubaté temos admiradores de Ortiz Junior, enquanto dentro da gestão em Pinda ainda existem os Vitistas e Ribeiristas e dentro da máquina em Guaratinguetá existem os que acalentam o retorno de Junior Filipo.
É errado? Não, desde que não comprometa a atuação dos agentes nos serviços prestados à população, que é quem sofre impactos diretos quando há desserviço.

Laranja podre
A troca de gestores gera alterações nos diversos escalões, e claro, quem perde posição tende a perder motivação. Nós sabemos de casos de concursados que fazem a sua parte e não comprometem o funcionamento da máquina pública. Outros, basta observarmos as unhas mais bem lixadas de todo o funcionalismo. É a tal da indolência brasileira que não se adapta à regras que não sejam as suas.

Torres x Bolsonaro
A disputa de queda de braço que o diretor-presidente da Anvisa, almirante Antônio Barra Torres, vêm mantendo com Seu Jair (Seu, meu nunca!) é um enfretamento no qual o Brasil inteiro, se prestar a atenção, pode ver um tal de lava roupa suja dentro do órgão. À primeira vista, o general da reserva parece ser o paladino do bem ao defender vacinação de crianças contra a covid-19.

Ele se arrependeu?
Não se esqueçam que o diretor da Anvisa já chegou a participar de manifestações pró Bolsonaro, sem máscara. Indicado por Bolsonaro em janeiro de 2020 para presidir a Anvisa, o almirante Barras Torres sabe que é intocável no cargo em virtude de uma lei. Então, até 2025 ele permanece no cargo. Torres agora paga de bonzinho, como tivesse se arrependido dos erros passados. E Bolsonaro, inábil em tudo, sai como vilão no episódio, assim como em grande parte das tretas que arruma.

O esquema dos agrotóxicos
Irritado com essa mudança de posicionamento de Barras Torres, o presida insinua que há “interesses da Anvisa”. Sabe o que Bolsonaro quer dizer com isso? Que Barra Torres favoreceu empresas ao liberar a venda de produtos químicos de padrão duvidoso. Torres determinou que, quem comprou o estoque proibido pode continuar gastando (estoque velho). Resumindo: quem vai saber se o estoque é velho ou é estoque novo que entra na surdina e nunca acaba?

Descartado
O que o povo deve se ater é na frase do presida: “Qual é o interesse daquelas pessoas ‘taradas por vacina’?” Essas ‘pessoas’ são empresários querendo desovar medicamentos, é simples. Bolsonaro agora é vítima do descarte político. Como eu já havia dito meses antes em edições anteriores, o sistema usou, abusou, sugou tudo o que podia e agora quer o presidente fora do jogo político porque sabe que ele é um empecilho para a vinda de investimentos.

Só, somente só
Sem apoio, Bolsonaro está só, até mesmo as Forças Armadas meteu o pé dessa vez. Nesta semana, de acordo com fontes da caserna, os comandantes das três forças militares determinaram um rápido descolamento da imagem presidencial, tudo por causa da negativa de Seu Jair em vacinar soldados. Como é de conhecimento geral ou deveria ser, há poucos dias o Exército ainda determinou a não disseminação de fake News. O recado foi dado.

Autogolpe
Há quem acredite que Bolsonaro tente meter um louco, o tal do autogolpe, a exemplo do que tentou Jânio Quadros em 1961. Mas Jânio deu com os burros n’água. Bolsonaro, em situação ainda mais complicada que Jânio na época, estaria fazendo um favor para o sistema. Diz um provérbio chinês: “As más companhias são como um mercado de peixes; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro”.


25 de agosto
Revivendo o fato, Jânio Quadros estava sob pressão assim como ocorre agora com Seu Jair, completamente à deriva. Do nada, o então presidente da República entregou ao Congresso Nacional um bilhete onde comunicava sua renúncia. Isso era o dia 25 de agosto de 1961, dia em que se reverenciava a morte de Getúlio Vargas, ocorrida sete anos antes (Vargas também havia deixado um bilhete onde dizia: “Saio da vida para entrar para a história”.

Filme antigo
A carta de Jânio tinha uma frase que acabou entrando para os anais da vida política brasileira: “Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.” Jânio havia sido eleito para um mandato de cinco anos, mas cumpriu apena sete meses. O Congresso aceitou a renúncia e Jânio, que esperava uma grande mobilização popular pelo seu retorno, descobriu que o brasileiro não o amava tanto assim. 

Sei não!
O presidente atual não conseguiu dar vida ao partido Aliança do Brasil, mais um fiasco que mostrou sua falta de liderança. Por outro lado, a fusão entre o DEM e o PSL vem aí para dar vida ao União Brasil. O esquema do novo partido é fortalecer uma terceira via, seja Moro, Mandetta, até mesmo uma aliança com o PDT de Ciro Gomes.

R$ 1 bilhão
Vale lembrar que o União Brasil já nasce grande. A nova legenda, se for aprovada em fevereiro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), terá simplesmente o maior fundo eleitoral para a campanha eleitoral de 2022, cifra em torno R$ 1 bilhão, saca isso mano? É dinheiro demais para atrair aliados e dar rasteira nas pretensões de outros tantos.

Deixados para trás
Ciro Gomes, por sua vez, tem buscado conversar com Marina Silva para compor com ela um projeto de alternativa a quem não pretende votar em Lula. Marina já afirmou publicamente que não pretende concorrer a um cargo no Executivo, informou o jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil. Os ‘ciristas’ acham uma boa ideia uma aliança entre Ciro e Marina.

Pra pensar!
Não ache que todas as pessoas engraçadas tem uma vida feliz, uma bela risada pode ser um choro na alma.
(Autor Desconhecido)

Então, fica assim! A gente volta!
Contatos: ocimarbarbosa@diarioimparcial.com.br